Alunos com resultados negativos a Português e Matemática
Os mais de 116 mil alunos do 6º ano que, em Maio de 2002, realizaram as provas de aferição, não conseguiram mais do que uma média de 33,5 por cento, numa escala de 0 a 100.
Mudam os governos, mudam as políticas, mudam os programas, mudam as pedagogias, mudam os conteúdos, mudam as avaliações. Só uma coisa não muda: os resultados.
Vimos assistindo, há muitos anos, a resultados francamente negativos no ensino, com especial relevância no Português e na Matemática. Estas disciplinas são pilares básicos na formação dos alunos. No entanto, são as que registam piores médias. Logo, toda a formação do aluno anda comprometida.
Será que os alunos não se esforçam?
Ou será que o sistema não responde correctamente às necessidades da formação?
A sociedade portuguesa defronta-se, na actualidade, com variados problemas, uns mais graves do que outros. Pessoalmente, defendo duas questões que coloco no topo da pirâmide das prioridades: O Ensino e a Fiscalidade . Enquanto estas duas questões não forem convenientemente resolvidas, muitas das outras questões continuarão comprometidas.
Epá! eu já não tenho paciência para dizer mais nada destes gajos. Estou convencido que isto já só lá vai à chapada! Desculpa lá a azia, é que a raiva já dificilmente se contém...
Um abração do
Zecatelhado
Há conclusão que se chega é que todas as mudanças têm redundado num absoluto fracasso. Importa pois é refletir se a solução esta apenas
nas mudanças. Neste País onde se criam tantas comissões para imensas coisas porque não se cria
uma comissão com personalidades de vários sectores da sociedade por forma a tentarem encontrar uma solução que pelo menos diminua este
continuado insucesso escolar.
Raul, não fazemos nada porque continamos há muito preocupados a mandar as culpas para a oposição. Estas duas questões têm de ser resolvidas acima dos interesses partidários, aliás como muitas outras. Na prática o que tem acontecido é que a resolução dos assuntos de Estado navega ao sabor da cõr do governo, e se um pôe logo o outro dispõe assim que pode; assim não vamos lá. Ainda ontem o ministro da Educação remetia a culpa do estado do ensino para o seu antecessor. Mas a culpa não é do antecessor, como o Justino bem sabe - mais um caso de hipócrisia- mas de todos os que lá passaram nas últimas décadas. Em última instância a culpa é de todos nós: não sabemos escolher os nossos governentes, que por sua vez não nos sabem governar. Mas sabem governar-se....
Afixado por: vmar em janeiro 30, 2004 11:53 AM